As livrarias provocam cada surpresa que acho que ninguém está preparado para isso.
Um destes dias folheando livros na FNAC do "Fórum Coimbra"veio-me parar ás mãos o segundo volume da biografia se assim lhe podemos chamar da ex alternadeira e ex primeira dama do FCP Carolina Salgado.
Não compro livros desses como é evidente.
Mas aquele deu-me para folhear.
E a páginas tantas fui dar a um capitulo onde a ex alternadeira relata o romance que manteve com um conhecido politico(palavras dela)do norte a que não refere nunca o nome.
Mas até um cego "via" que se trata de Luís Filipe Menezes o controverso presidente da câmara de Gaia.
Fiquei de boca aberta.
Não porque não conhecesse muitas histórias das suas "conquistas" até através de revistas dos coração onde ele não tem problema em aparecer,mas porque nunca pensei que ele levasse a vulgaridade ao ponto de se envolver com a ex alternadeira mais famosa do país.
E famosa por razões pouco elogiáveis como é sabido.
Não resisti a ler o capitulo 9 todo.
E ainda mais indignada fiquei.
Quer pelas alusões de péssimo gosto da criatura á ex esposa do politico ela sim uma Senhora,mas como pelo facto de perceber que o romance se desenrolou quando ele andava a tentar convencer os psd's de que era a melhor escolha para a liderança do partido e para ser candidato a primeiro ministro!
Percebo agora e dou-lhes razão ás objecções de muitas personalidades que temiam que ele fosse líder do PSD.
Porque a história( como todas as histórias) já se sabia e temiam que ela viesse a ser usada contra o psd em campanha eleitoral pelo ps e pela sua temível máquina de propaganda.
Já para não falar do escândalo que seria ter Carolina Salgado como putativa(termo bem aplicado) amante do primeiro ministro se Menezes lá tivesse chegado.
Até as festas" bunga bunga" de Berlusconi pareceriam inocentes face a tamanha desavergonha.
Felizmente Deus escreve direito por linhas tortas e Menezes como líder não saiu da cepa torta!
Que alivio.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O Infantário
Gosto muito de crianças.
E tenho pelos deputados um enorme respeito que vem do facto de serem eleitos pelo povo.
Mas ás vezes interrogo-me a mim própria sobre a crise de valores que atravessa a nossa sociedade e que tem reflexo no plenário do parlamento.
Valores morais e valores em termos de protagonistas do debate politico.
Um destes dias olhava para um dos debates quinzenais e reparei nas primeiras filas da bancada do partido em que votei.
O PSD.
E não sendo a do PS muito melhor a verdade é que a do PSD parecia um infantário.
Cheio de jovenzinhos emproados com um olhar convencido de que o mundo é deles.
Jovenzinhos que nada provaram na vida nem apareceram no parlamento por mérito próprio.
Uns pelas ligações familiares, outros pelas fidelidades politicas,outros ainda sabe-se lá porque.
A verdade é que naquela fachada falta gente de peso,de respeito,com cabelos brancos e percursos profissionais.
Sobram os candidatos a deputados para toda a vida.
E isso empobrece a democracia e desgraça o PSD.
E tenho pelos deputados um enorme respeito que vem do facto de serem eleitos pelo povo.
Mas ás vezes interrogo-me a mim própria sobre a crise de valores que atravessa a nossa sociedade e que tem reflexo no plenário do parlamento.
Valores morais e valores em termos de protagonistas do debate politico.
Um destes dias olhava para um dos debates quinzenais e reparei nas primeiras filas da bancada do partido em que votei.
O PSD.
E não sendo a do PS muito melhor a verdade é que a do PSD parecia um infantário.
Cheio de jovenzinhos emproados com um olhar convencido de que o mundo é deles.
Jovenzinhos que nada provaram na vida nem apareceram no parlamento por mérito próprio.
Uns pelas ligações familiares, outros pelas fidelidades politicas,outros ainda sabe-se lá porque.
A verdade é que naquela fachada falta gente de peso,de respeito,com cabelos brancos e percursos profissionais.
Sobram os candidatos a deputados para toda a vida.
E isso empobrece a democracia e desgraça o PSD.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Os Estadistas
Há mais de um ano que não escrevia no meu blogue.
Vida ocupada e falta de motivação foram as razões principais.
Vou tentar retomar agora um hábito que não devia ter perdido.
Para contar uma pequena história.
Era uma vez(começa-se sempre assim) um grupo de jovens que queria ser alguém na politica.
Vai daí e tomaram de assalto a Jota do respectivo partido.
Lá fizeram carreira e de lá saltaram para o parlamento,para os negócios,para a maçonaria(nem todos) ,para o micro mundo politico de Lisboa.
O tempo passou.
E um dia resolveram tomar de assalto o próprio partido onde alguns aliás já estavam bem instalados.
Perderam á primeira.
Mas insistiram e ganharam á segunda.
Instalados no partido saltaram para o país.
Que ganharam á primeira ou o adversário perdeu pouco interessa.
Uma vez no poder repartiram-no entre eles e os amigos chegados.
Uma vez feito isso deram numa de estadistas.
E para os outros obrigaram a concursos ou a complexos processos de escolha.
Dando sempre preferência aos colegas de "loja", aos independentes,aos apoiantes do anterior governo.
Á noite quando chegam a casa perguntam ao espelho:
"espelho meu há alguém mais estadista que eu ?"
Mas nem esperam pela resposta.
Afinal são eles os donos da verdade.
Vida ocupada e falta de motivação foram as razões principais.
Vou tentar retomar agora um hábito que não devia ter perdido.
Para contar uma pequena história.
Era uma vez(começa-se sempre assim) um grupo de jovens que queria ser alguém na politica.
Vai daí e tomaram de assalto a Jota do respectivo partido.
Lá fizeram carreira e de lá saltaram para o parlamento,para os negócios,para a maçonaria(nem todos) ,para o micro mundo politico de Lisboa.
O tempo passou.
E um dia resolveram tomar de assalto o próprio partido onde alguns aliás já estavam bem instalados.
Perderam á primeira.
Mas insistiram e ganharam á segunda.
Instalados no partido saltaram para o país.
Que ganharam á primeira ou o adversário perdeu pouco interessa.
Uma vez no poder repartiram-no entre eles e os amigos chegados.
Uma vez feito isso deram numa de estadistas.
E para os outros obrigaram a concursos ou a complexos processos de escolha.
Dando sempre preferência aos colegas de "loja", aos independentes,aos apoiantes do anterior governo.
Á noite quando chegam a casa perguntam ao espelho:
"espelho meu há alguém mais estadista que eu ?"
Mas nem esperam pela resposta.
Afinal são eles os donos da verdade.
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